terça-feira, dezembro 05, 2006

Sessão suplementar de tutoria

Será amanhã, quarta-feira, dia 6/11/2006, das 16h às 18h. A sessão terá lugar na sala de seminários do departamento e destina-se a esclarecer dúvidas, realizar exercícios e preparar o teste de quinta-feira.

Cumps

3 comentários:

Anónimo disse...

Começo por dar os parabéns ao execelente trabalho aqui realizado.

Gostaria de colocar uma dúvida:

Não compreendi com clareza o resultado do seguinte exercício realizado na aula de Lógica de terça-feira.

P Q |~P . ~(~P v ~Q)
V V | F F V F F F
F F | V F F V V V
V F | F F V F V V
F V | V F F V V F

Gostaria de compreender o porque de o valor final ser unicamente de falsidades?E o porque desta forma de argumento de LP se tratar de uma contradição?

Maria

Anónimo disse...

Cara Maria


Quanto à primeira parte da sua pergunta, trata-se uma contradição na medida em que o operador dominante da fórmula, i.e., a conjunção que se encontra apôs o primeiro P da fórmula (e que é a única presente na fórmula), recebe o valor de verdade falso em todas a interpretações - quer dizer, em todas as atribuições de valores de verdade possíveis (em todas as linhas da tabela). Se estivéssemos perante uma fórmula em que o operador dominante recebesse o valor de verdade verdadeiro em todas as interpretações, estaríamos perante uma tautologia. Se estivéssemos perante uma fórmula em que o operador dominante recebesse em pelo menos uma interpretação o valor de verdade verdadeiro e nas outras falso (pode ser só um de cada ou vários), ou conversamente, teríamos uma contingência.


Quanto à segunda parte da sua pergunta, é algo complicado e exaustivo estar a explicar aqui como chegamos a falsidades em todas as interpretações. Há uma resposta geral e fácil, mas não inteiramente esclarecedora ou satisfatória, que é a seguinte. Dada a atribuição de valores de verdade a todas as letras que substituem frases LP da fórmula (P e Q, neste caso), e sabendo nós calcular ordenada e sequencialmente os valores de verdade de todos os conectores da fórmula com base nessas atribuições de valores de verdade (quer dizer, calcular os valores de todas as letras frásicas e dos conectores em todas as interpretações), podemos encontrar o valor de verdade que recebe o operador dominante da fórmula e, assim, verificar (como foi sugerido no parágrafo anterior) se estamos perante uma tautologia, uma contradição ou uma contingência.

Se desejar recapitular o cálculo na íntegra, sugiro que compareça na sessão de tutoria de hoje, às 16h, a ter lugar no Departamento.

Cumprimentos,

Luís R.

Anónimo disse...

Muito obrigada pela disponibilidade e pelo esclarecimento.

Maria