quinta-feira, novembro 30, 2006

Exercícios

Relativos à aula de acompanhamento de 30/11/2006.

Estão aqui:

Argumento 1 (correcção simplificada)

Argumento 2

Argumento 3

Argumento 4

Bom estudo!

domingo, novembro 26, 2006

Aviso!

Avisa-se os alunos que vai haver uma sessão extraordinária de acompanhamento/tutoria na próxima quinta-feira, dia 30/11/2006, pelas 14h00. A sessão vai decorrer na sala 6.1, a habitual. A sessão é completamente facultativa e destina-se a fazer exercícios de simbolização, testes de validade, esclarecimento de dúvidas, etc.

Cumps.

Correcção

Deixo o teste de validade relativo ao último argumento apresentado na aula de acompanhamento de 23/11/2006. A resolução encontrada na aula sofre de vários erros e deve ser ignorada. A resolução que está aqui está correcta.

Cumps

quarta-feira, novembro 22, 2006

Info

Pede-se desculpa pelo atraso na publicação das soluções respeitantes aos exercícios da semana passada. Vão ser publicadas em breve.

Amanhã haverá sessão de tutoria das 16h00 às 18h00.

Cumps

quinta-feira, novembro 16, 2006

Local, horário e objectivos das sessões de tutoria.

A partir da próxima semana as sessões de tutoria passam a ter lugar na sala defronte do gabinete do Prof. Branquinho, no departamento de filosofia. O dia e horário das sessões mantêm-se: Quintas-feiras das 16h00 às 18h00.

Recorda-se que estas sessões têm vários objectivos: o esclarecimento personalizado de dúvidas, o estudo conjunto de problemas relacionados com a matéria do curso, a preparação de testes, etc. A hora e o local poderão também ser aproveitados para o estudo em grupo.

Recorda-se também que a Lógica, à semelhança de outras disciplinas, requer estudo e treino regular. Por isso não deixem o estudo para a véspera dos testes. Façam exercícios regularmente (se possível, diariamente).

Os alunos que pensem estar a ter dificuldades, ou os que tenham menor disposição para intervir na aula, ou ainda os que tenham menor disponibilidade para frequentar todas as aulas, podem sempre recorrer às sessões de tutoria como complemento.

Estarei todas as semanas disponível no horário e sala indicados acima. Caso algum aluno não possa nesse dia e horário, mas queira tirar dúvidas ou fazer algum outro trabalho relativo às sessões, deve contactar-me para se combinar um horário e um local.

Bom estudo!

Exercício de simbolização de argumentos

Nesta última aula de acompanhamento, 16/11/2006, foi pedido aos alunos que simbolizassem um conhecido argumento. Por ser um exercício interessante, ficam aqui as duas versões do argumento e respectivas simbolizações.

Primeiro argumento

Só se Descartes existir é que pode pensar; pois Descartes não pode simultaneamente pensar e não existir.

Formulação do argumento (os conectores estão em itálico):

Premissa: Descartes não pode simultaneamente pensar e não existir.

Conclusão: Só se Descartes existir [ então ] é que pode pensar.

Frases simples:

A: Descartes pensa.
B: Descartes existe.

Simbolização:

Premissa: ¬ (A & ¬ B)

Conclusão: A → B

Explicação resumida da simbolização:

A respeito da premissa: o primeiro conector de negação que aparece na frase tem âmbito longo sobre os operadores de conjunção e de negação que surgem depois. A ideia é que esse primeiro conector de negação governa os restantes.

A respeito da conclusão: o “Só se” no início da frase é indicador de uma condição necessária. Assim, Descartes existir (a frase B) é uma condição necessária para Descartes poder pensar (a frase A). Dado que a condição necessária deve ser a consequente de uma condicional material, simbolizamos a conclusão A → B.

(Note-se que pensar, A, é uma condição suficiente para existir, B, o que era o ponto do conhecido argumento cartesiano.)

Segundo argumento

Se Descartes não existe, não pensa; por conseguinte, Descartes pensa só se não é o caso que não existe.

Formulação do argumento (os conectores estão em itálico):

Premissa: Se Descartes não existe, [ então ] não pensa.
Conclusão: Descartes pensa só se não é o caso que não existe.

Frases simples:

A: Descartes pensa.
B: Descartes existe.

Simbolização:

Premissa: (¬ B → ¬ A)

Conclusão: A → ¬ ¬ B

Explicação resumida da simbolização:

A respeito da premissa: Descartes não existir é condição suficiente para Descartes não poder pensar. Sendo assim, a negação de B será a antecedente de uma condicional material que terá como consequente a negação de A.

A respeito da conclusão: Não ser o caso de Descartes não existir é condição necessária para Descartes poder pensar. Sendo assim, a dupla negação de B é a consequente de uma condicional material que tem A como antecedente.


Para quem desejar saber mais sobre Descartes e os seus argumentos: http://plato.stanford.edu/entries/descartes-epistemology/

quarta-feira, novembro 15, 2006

Mais alguns exercícios...

Relativos à aula de acompanhamento de 16/11/2006. Estão aqui. As soluções serão encontradas na aula ou, se isso não acontecer, serão publicadas em breve no Blog.

Cumps

terça-feira, novembro 14, 2006

Uma solução...



No primeiro conjunto de exercícios aqui apresentado, relativo à aula de acompanhamento de 19/10/2006, era pedido no primeiro ponto da secção VI que se dissesse se um famoso argumento de Bertrand Russell (1912) era um argumento ou uma explicação (supondo que seria um ou outro, mas não ambos). Visto que na aula se gerou algum interesse sobre as premissas e a conclusão do referido argumento, apresenta-se agora uma solução para esse tópico.

O argumento é o seguinte:

«Se nos for impossível ter a certeza acerca da existência dos objectos, não poderemos ter a certeza acerca da existência dos corpos das outras pessoas e, ao mesmo tempo, das suas mentes, já que as razões pelas quais nos é permitido acreditar na existência das suas mentes são aquelas que se derivam da observação dos seus respectivos corpos». Russell, B, Os Problemas da Filosofia, 1912.

A solução, que devemos ao Prof. João Branquinho, é a seguinte:

(Premissa 1) Não podemos estar certos acerca da existência de objectos.

(Premissa 2) Os corpos de outrém são objectos.

(Premissa 3) Não podemos estar certos acerca da existência de corpos de outrém.
(Segue-se de P1 e P2, é uma conclusão parcial do argumento)

(Premissa 4) Só podemos estar certos acerca da existência das mentes de outrém se pudermos estar certos acerca da existência dos seus corpos.

(Premissa 5) Não podemos estar certos acerca da existência das mentes de outros.
(Segue-se de P3 e P4, é uma conclusão parcial do argumento)


Conclusão: Não podemos estar certos nem acerca da existência dos corpos de outrém nem da existência das mentes de outrém.´


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Foto de Bertrand Russell

Informações sobre este filósofo e a sua filosofia podem ser encontrados em:

http://plato.stanford.edu/entries/russell/

Cumprimentos







sexta-feira, novembro 10, 2006

Mais algumas soluções...

Relativas aos exercícios da aula de 2 de Novembro - Que, por circunstâncias relativas ao funcionamento do curso, não puderam ser apresentados nessa aula.

Podem ser encontradas aqui em formato pdf .

Bom trabalho!

quarta-feira, novembro 01, 2006

Mais exercícios

Os exercícios para a aula de 2 de Novembro estão aqui

Bom trabalho!